Com palavras
Ditas entre palavras sem encontro,
Perambulando estradas contínuas,
Repetidas.
Do nada nasce algo?
Se não, a resposta sempre houve.
E por que perguntamos?
Por que queremos saber o que sempre aí esteve,
Colocado sob as nuvens,
Numa repetição sem fim?
Porque tudo o que fazemos de novo,
Novo não é:
É tão antigo que nem começo teve,
Que nem fim terá.
Elio Cunha
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